terça-feira, 14 de junho de 2011

Atividade humana emite em poucos dias mais gases estufa do que todos vulcões em um ano







As seguidas grandes erupções de vulcões na Islândia e, agora, no Chile levantaram a preocupação de algumas pessoas quanto a seus efeitos sobre o aquecimento global. Uma revisão de estudos sobre o assunto feita por um cientista da Agência de Levantamentos Geológicos dos EUA (USGS, na sigla em inglês), no entanto, mostra que em apenas três a cinco dias as atividades humanas lançam na atmosfera mais dióxido de carbono (CO2), principal gás do efeito estufa, do que todos os vulcões do mundo ao longo de um ano.

- A pergunta mais frequente que me fizeram, e ainda fazem, nos meus cerca de 30 anos como geoquímico de gases vulcânicos, tanto pelo público em geral quanto por outros geocientistas que trabalham em campos fora da vulcanologia, é se "os vulcões emitem mais dióxido de carbono do que as atividades humanas?" - conta Terrance Gerlach, da USGS. - As pesquisas mostram sem dúvidas que a resposta é "não". As emissões antropogênicas de CO2 fazem as vulcânicas parecerem nanicas.


Os estudos avaliados por Gerlach fornecem estimativas sobre a emissão dos vulcões que vão de um mínimo de 100 milhões de toneladas a um máximo de meio bilhão de toneladas de dióxido de carbono por ano. O cientista, então, presumiu uma média de 250 milhões de toneladas para fazer suas comparações, muito pouco diante das projeções de que a atividade humana lança cerca de 35 bilhões de toneladas anuais de CO2 na atmosfera. Os cálculos de Gerlach mostram ainda que as emissões antropogênicas superam até mesmo a de super-erupções, eventos raríssimo que ocorrem em média uma vez a cada 100 mil a 200 mil anos. 


- E os exemplos mais recentes que temos disso são as erupções de Toba, 74 mil anos atrás na Indonésia, e da caldeira de Yellowstone (EUA) há 2 milhões de anos - destacou ele na sua revisão, publicada no periódico "Eos", da União Americana de Geofísica.



fonte: O Globo


sábado, 11 de junho de 2011

FAO alerta que pode faltar água para produzir alimentos





"Estudo apresentado pelo órgão da ONU analisa as possíveis consequências das mudanças climáticas em áreas já consideradas sob stress hidrográfico. O cenário de futuro é motivo de pouco otimismo." 

As mudanças climáticas poderiam provocar escassez de água nas próximas décadas para a produção de alimentos e cultivos, segundo estudo divulgado na semana passada pela Organização das Nações Unidas pela Agricultura e Alimentação (FAO).

O estudo analisa as consequências previsíveis das mudanças climáticas, entre elas a diminuição da corrente de água dos rios e da alimentação dos aquíferos no Mediterrâneo, as zonas semiáridas na América, Austrália e África meridional, regiões que já sofrem de “estresse hídrico”, sustentou a entidade das Nações Unidas.

Segundo o estudo, na Ásia serão afetadas amplas regiões que dependem do degelo e dos glaciares de montanha.

 As áreas densamente povoadas dos deltas fluviais também estão ameaçadas, pela combinação de menor fluxo de água, aumento da salinidade e elevação do nível do mar.

 A aceleração do ciclo hidrológico do planeta, já que as temperaturas em alta aumentarão a taxa de evaporação da terra e do mar, também afetarão o acesso à água.

Os especialistas da FAO afirmam que a chuva aumentará nos trópicos e em latitudes mais elevadas, mas diminuirá nas regiões que já têm caráter seco e semiárido e no interior dos grandes continentes.

“Será necessário contar com uma frequência maior de secas e inundações, mas espera-se que as regiões do mundo que já sofrem de escassez de água se tornem mais secas e quentes”, sustentou a FAO.

“A perda de glaciares - que sustentam cerca de 40% do abastecimento de água ao nível mundial - afetará finalmente a quantidade de água de superfície disponível para a irrigação das principais bacias produtoras”, destacam os especialistas.


Sem informação

A FAO adverte que se sabe muito pouco sobre o futuro impacto das mudanças climáticas na água para a agricultura ao nível regional e subregional, e onde os camponeses estarão mais ameaçados.
         
“É necessária uma precisão e um enfoque maiores para entender a natureza, o alcance e localização dos efeitos das mudanças climáticas nos recursos hídricos para a agricultura nos países em desenvolvimento”, destacou o informe, acrescentando que “mapear a vulnerabilidade é uma tarefa chave ao nível nacional e regional”.

A FAO pediu aos países desenvolvidos que reexaminem suas estratégias de biocombustíveis - que incluem amplos subsídios -  uma vez que estes têm desviado 120 milhões de toneladas de cereais de consumo humano para produção de combustível. “Contar com mais energia renovável não significa que você precisa produzir mais biocombustível”, disse Diouf.


ENTENDA A NOTÍCIA

O alerta da FAO é importante pela perspectiva de ainda permitir que algo seja feito. As gerações atuais precisam tomar pra si a responsabilidade de garantir às gerações futuras uma condição mínima de vida.

ENQUANTO ISSO, NA ARGENTINA...

O gestor argentino Alberto Mainaiet, 46, resolveu trocar o ônibus pela bicicleta. Ele aderiu a um fenômeno em Buenos Aires que não para de crescer: o uso das “amarelinhas’’, como são conhecidas as bicicletas públicas do sistema de transporte local. “Há uma influência desse papo de ser mais saudável, mas a questão é o tempo que economizo no trânsito.’’

Influenciada por programas semelhantes em cidades europeias, a prefeitura de Buenos Aires criou o “Mejor en Bici’’ (melhor em bicicleta), que conseguiu mais de 15 mil adeptos em cinco meses.

Qualquer residente da capital pode se registrar gratuitamente. As 360 bicicletas, disponíveis em 12 pontos da cidade, são emprestadas por até duas horas. Em dezembro, quando o programa começou, eram cerca de cem viagens diárias. Agora já são mais de 1.600.

                  fonte: O Povo Online

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Junho Ambiental movimenta Maracanaú durante todo mês

                                  


O município de Maracanáu vai viver um período junino diferenciado, com a realização do Junho Ambiental 2011.

A programação, que se estenderá por todo o mês, acontece em comemoração ao dia do meio-ambiente, celebrado em 5 de junho. O Junho Ambiental vai contar com uma programação bastante diversificada, com palestras, mini-cursos, desfiles, blitze ecológica e exposições.

O secretário de meio ambiente do município, o verde Marcos Vieira, disse que o projeto tem a proposta de mobilizar os maracanauenses para uma reflexão mais presente na preservação dos recursos naturais e rumo ao desenvolvimento sustentável.

A abertura do Junho Ambiental 2011 acontece nesta sexta-feira, dia 3 de junho. 

Acesse esse link para ver a programação:

                                                                                                                             
                                                                                                                          fonte PV Ceará

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Anistia Internacional pede suspensão de Belo Monte



           
 
A Anistia Internacional afirmou hoje em seu site na internet que o Brasil deve respeitar os direitos dos indígenas que vivem na região do Rio Xingu e suspender a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A diretora adjunta para as Américas da Anistia Internacional, Guadalupe Marengo, afirmou que continuar com a obra antes de proteger os direitos dos indígenas equivale a "sacrificar direitos humanos em prol do desenvolvimento".

 "O Brasil deve acatar as recomendações da Comissão Interamericana de Direitos Humanos para suspender a construção da usina de Belo Monte até os direitos das comunidades indígenas locais estarem completamente garantidas", disse a diretora da Anistia, por meio do site da entidade.
 
Em abril, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos havia recomendado que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspendesse a emissão da licença ambiental para a obra até que todas as comunidades locais fossem consultadas. O pedido leva em conta medidas preventivas de doenças que podem se espalhar entre os índios e até estudos de impacto da hidrelétrica sobre a língua dos povos que habitam a região. Mas ontem o órgão brasileiro concedeu a permissão de instalação para a hidrelétrica de Belo Monte.

"Ambientalistas, comunidades indígenas, promotores e defensores dos direitos humanos levantaram sérias preocupações nos últimos anos sobre o impacto potencial nos direitos humanos das comunidades indígenas que vivem na área", afirmou a Anistia Internacional.

                                                                                                                                     fonte: Estadão

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fortaleza realizará dois seminários tratando do Código Florestal



O Seminário O Novo Código Florestal: O Significado da Reformulação da Legislação Ambiental no Campo e na Cidade está inserido na Semana do Meio Ambiente que tem como tema Modelos de Desenvolvimento e Justiça Ambiental, organizada pelos Movimentos Ambientalistas do Estado do Ceará. O Seminário é gratuito e contará com palestras do Prof° Edson Vicente da Silva - Cacau (UFC), Prof° Andrea Crispim (UECE/AGB-Fort) e com o Movimento Ambientalista SOS Cocó.
           
 Lembrando que o Seminário realizarse-à dia 07/junho/2011 às 18:30h no Auditório Paulo Petrola (auditório da reitoria) da Universidade Estadual do Ceará - UECE e é GRATUITO!


"Auditório Paulo Petrola (auditório da reitoria) da Universidade Estadual do
Ceará - UECE)
Terça, 7 de junho · 18:30 - 21:30"


[O Novo Código Florestal em debate]

Aprovado no último dia 24/05 no plenário da Câmara dos Deputados, o novo Código Florestal regulamenta a política ambiental brasileira. Para a elaboração do documento, diversos setores da sociedade, dentre eles cientistas, ambientalistas, políticos, estudantes, integrantes de movimentos sociais, dentre outros, têm se articulado para debater acerca do tema. Visando proporcionar mais uma rodada de discussões acerca do tema, o DCE do IFCE, realiza no próximo dia 06/06, às 18h30, no auditório Castelo Branco do campus de Fortaleza, o evento “O Novo Código Florestal em debate”.

Participarão do debate o reitor do IFCE, Cláudio Ricardo Gomes de Lima, o Deputado Federal Eudes Xavier, o coordenador estadual do MSN, Flávio Barbosa e o titular da Secretaria de Meio Ambiente e Controle urbano de Fortaleza, Deodato Ramalho. A iniciativa pretende apresentar as principais mudanças que o novo Código Florestal trará para o país, destacando pontos positivos e negativos, além de sugerir propostas para serem enviadas ao Senado, onde o Código ainda será também votado e, se aprovado, segue para a sanção presidencial.

             Mais informações pelo telefone 3307-3704.

OMS alerta sobre perigos causados por telefone celular



 A agência da ONU admitiu que inexistem estudos suficientes a longo prazo para concluir se a radiação dos telefones móveis é confirmada. Mas, coloca o telefone móvel na mesma categoria do chumbo.
                                                    
 A radiação do telefone celular pode causar câncer. Foi o que anunciou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS). A agência da Organização das Nações Unidas (ONU) listou o uso do telefone móvel como “possivelmente cancerígeno”, na mesma categoria do chumbo, escapamento de motor de carro e clorofórmio. A informação foi publicada no site CNN Health. Antes do anúncio, a OMS havia descartado aos consumidores que a radiação tinha sido relacionada a qualquer efeito nocivo à saúde. Uma equipe de 31 cientistas de 14 países, incluindo os Estados Unidos, tomou a decisão depois de analisar estudos revisados por especialistas sobre a segurança de celulares.

 A equipe encontrou provas suficientes para classificar a exposição pessoal como “possivelmente cancerígena para os seres humanos”. Isto significa que inexistem estudos suficientes a longo prazo para concluir se a radiação dos telefones móveis é confirmada. Mas, há dados mostrando possível conexão e que os consumidores devem ser alertados.

 O tipo de radiação que sai de um celular é chamado de não-ionizante. Não é como um raio X, porém mais como um forno de micro-ondas de baixa potência. “O que a radiação do micro-ondas faz, em termos mais simples, é semelhante ao que acontece aos alimentos no micro-ondas: cozinha o cérebro”, disse Keith Black, neurologista do Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles (EUA).

A OMS classifica os fatores do ambiente em quatro grupos: cancerígenos, ou causadores de câncer, para o homem; possivelmente cancerígeno para os seres humanos; não classificados quanto ao risco de câncer para o homem; e, provavelmente, não cancerígeno para os seres humanos.

O tabaco e o amianto estão na categoria “cancerígeno para os seres humanos”. Chumbo, escapamento do carro e clorofórmio são listados como “possivelmente cancerígenos para os seres humanos”. O anúncio foi em uma representação da OMS em Lyon, na França.

 A Agência Europeia do Ambiente pediu mais estudos, afirmando que os telefones celulares podem ser tão nocivos para a saúde pública quanto o tabagismo, o amianto e a gasolina. (da Folhapress)


ENTENDA A NOTÍCIA

O anúncio pode ser divisor de águas para as normas de segurança. Os governos costumam usar a lista da OMS de classificação de risco cancerígeno como orientação para recomendações de regulamentação ou ações.
                                                                                  Fonte: O POVO online

domingo, 29 de maio de 2011

Código Florestal e a Ciência - Contribuições para o diálogo.



"Código Florestal e a Ciência: contribuições para o diálogo" é o resultado do Grupo de Trabalho
criado pela SBPC e a Academia Brasileira de Ciências em julho de 2010, para analisar e avaliar as alterações propostas ao Código Florestal. O grupo é coordenado pelo Dr. José Antônio Aleixo da Silva, do  Departamento de Ciência Florestal/UFRPE e Secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC.

Abaixo segue o link para que façam o download:


 Boa leitura!

Ataque à Amazônia aumentou no rastro das mudanças no Código Florestal


                
                    RIO - A discussão do Código Florestal escancarou as portas da Floresta Amazônica para a devastação. Desde janeiro passado, grandes fazendeiros ou especuladores de terras passaram a derrubar florestas na expectativa de criar um fato consumado para se beneficiar de anistia a devastadores na Amazônia Legal ou, simplesmente, pelo medo de que as restrições pudessem ser aumentadas após a aprovação da nova legislação ambiental. Em Mato Grosso, estado que concentra a segunda maior produção de grãos do país, o efeito foi devastador, principalmente depois que o governador Silval Barbosa (PMDB), aliado da presidente Dilma Rousseff, sancionou lei concedendo anistia aos produtores até abril, véspera da aprovação do novo Código, que, pela proposta da Câmara, prevê anistia a quem desmatou até 2008.

                   Os satélites do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) registraram a derrubada de 480 quilômetros quadrados de florestas no estado, boa parte com o uso do impiedoso correntão. Esticada entre dois tratores, uma enorme corrente derruba as árvores pela raiz, ceifando todo tipo de vida pelo caminho. Ao final, as árvores são amontoadas. As toras são vendidas, e o resto é queimado.

                  Mas o desmatamento não é só com o correntão. Antes dele, passam os mateiros. Às 13h da última quinta-feira, O GLOBO estava diante deles. Seis homens, uns mais velhos e outros quase meninos, preparavam o trator para içar toras e encher um caminhão. Nem de longe pensavam que estavam fazendo algum mal. Cortar a árvore é um trabalho, e cortar a floresta por baixo é o que mais ocorre em Mato Grosso.

                Eles trabalham para os madeireiros e odeiam correntões, como os usados na fazenda Santa Catarina, do paranaense Valdemiso Badalotti, e outras cinco. O motivo é simples: chamam a atenção dos fiscais do Ibama. Os mateiros trabalham discretamente, por baixo das copas das árvores, e só são localizados se a equipe de fiscalização voar baixo de helicóptero ou se for feita denúncia, o que é raro. Se por acaso forem flagrados, são presos e soltos.

               Para derrubar, não há muito preparativo. O mateiro sabe para que lado o tronco vai cair e manda: "Fica do lado de lá". O barulho da motosserra não é nada. Dura uns dois, três minutos. Duro mesmo é ouvir o baque da árvore que cai sobre os galhos de outras.

              Na venda, uma árvore como a iotaúba, escassa em algumas áreas, mas ainda presente nas mais afastadas das cidades, chega a R$ 250. Um madeireiro ouvido pelo GLOBO afirma:

             - A árvore vai crescer de novo. Em cinco anos tem outra aí.

por Cleide Carvalho - O Globo

Toneladas de peixes morrem em lago próximo a vulcão nas Filipinas



                RIO - Mais de 800 toneladas de peixes morreram em um lago nas Filipinas devido ao aumento da temperatura da água provocada pela atividade do vulcão Taal. Pescadores passaram o dia tentando limpar o local.

               A atividade no Taal aumentou em abril e desde então o Instituto de Vulcanologia e Sismologia das Filipinas (Philvocs) mantém declarado o alerta 2 em uma escala de 5, que indica o surgimento de magma na superfície.

               As autoridades proibiram a presença humana na ilha vulcânica devido ao perigo de erupção e de gases tóxicos. Milhares de turistas visitam a cada ano o Taal e alguns percorrem caminhando até a cúpula de 400 metros para ver o lago e a fumaça que se formam.

O Globo

Matéria: Produtos do dia a dia podem causar obesidade



            Alguns compostos comuns no dia a dia, que vão desde produtos de limpeza, plásticos e agrotóxicos até metais e plantas, são capazes de alterar o metabolismo humano e causar obesidade. É o que revela o endocrinologista Nelson Rassi, do Hospital Geral de Goiânia.

          Essas substâncias, chamadas de “disruptores endócrinos”, alteram tanto a função quanto a produção hormonal e aumentam a gordura abdominal, afirmou o médico em um simpósio no 14º Congresso Brasileiro de Obesidade e Síndrome Metabólica, em São Paulo.

          Esses compostos são encontrados em produtos industriais ou farmacêuticos. E, quanto mais jovem for a pessoa, ainda criança ou na vida intrauterina, mais suscetível ela está.

          A exposição ao bisfenol A, um dos componentes que revestem o plástico, sobretudo de mamadeiras e alimentos industrializados para bebês, demonstrou um aumento de obesidade em ratos. No organismo, a substância simula a ação do estrogênio e pode desregular o sistema endócrino. Exames revelam que 95% das crianças e dos adolescentes nos Estados Unidos têm essa substância na urina.

          Por ano, os EUA produzem 800 mil toneladas de bisfenol A, que já foi proibido em países como Canadá e Dinamarca e deve ser banido este ano da União Europeia. No Brasil, a substância é encontrada em garrafas plásticas e mamadeiras.

O POVO online

sábado, 28 de maio de 2011

Documentário: A História das Coisas




                Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.
               
                A História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo; revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.
              
                Através desse vídeo, Annie Leonard nos ensina muitas coisas, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas. Assistam abaixo:





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Notícia: Desmatamento na Amazônia é "assustador e atípico", diz ministra




        "Ministra do Meio Ambiente diz não saber se aumento do desmatamento está associado ao Código Florestal."

          BRASÍLIA - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quarta-feira que o pico do desmatamento na região Amazônica registrado entre agosto de 2010 e abril deste ano é "assustador" e "atípico". Ela explicou que ainda não sabe quais as causas e, por isso, não é possível associá-lo com as incertezas em torno do Código Florestal.

            Na coletiva, a ministra também anunciou que foi criado um gabinete de crise, com a participação da Polícia Federal, do Ibama e da Força Nacional, além da Polícia Rodoviária Federal. A ministra informou ainda que enviou 500 agentes para o Mato Grosso para evitar mais desmatamento.
          Segundo dados do sistema de monitoramento por satélite Deter foram derrubados 1.848 quilômetros quadrados de floresta no período. A área desmatada representa um aumento de 27% com relação ao mesmo período anterior. E a maior parte fica no Mato Grosso.
          " Quem apostar no desmatamento para botar boi vai ter seu boi apreendido e destinado ao programa Fome Zero. "
          - Quero dizer aqui claramente: quem apostar no desmatamento para botar boi vai ter seu boi apreendido e destinado ao programa Fome Zero. Quem apostar no desmatamento para plantar vai ter sua produção apreendida e destinada ao programa Fome Zero. A ordem é sufocar o crime ambiental - alertou a ministra.

          Presente a divulgação dos números o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, também ameaçou os desmatadores:
          - As pessoas que estão na mata e acham que podem desmatar impunemente que ninguém está vendo, nós estamos vendo - disse Mercadante, que participou da solenidade porque o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe), órgão responsável pelo monitoramento via satélite, é ligado à sua pasta.
          Em Mato Grosso, foram desmatados 733 quilômetros quadrados no período de agosto de 2010 e abril deste ano. A área derrubada é 47% maior do que a registrada no período anterior e está concentrada em uma mesma região, nos municípios de Alto Boa Vista, Nova Ubiratã e Bom Jesus do Araguaia.
          As negociações em torno do Código Florestal permanecem em andamento, mas a matéria está pronta para ser votada pela Câmara.
O Globo

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Oficina de Compostagem Doméstica

Segue abaixo o material em slides da Oficina de Compostagem Doméstica, coordenada por Alessandro Lima e Dávila Amaro, alunos do segundo semestre do curso Técnico em Meio Ambiente do IFCE-Maracanaú. 






































































Curso Agentes Ambientais da Fundação Demócrito Rocha.


Estão abertas as inscrições para o "Curso Agentes Ambientais" da Fundação Demócrito Rocha.

Cliquem no link abaixo para inscrição e informações:

http://www.fdr.com.br/agentesambientais/?target=inscricao

Apresentação do Curso

           A questão ambiental ganhou nas últimas décadas, um espaço social relevante, fazendo-se presente no cotidiano das pessoas e das instituições. No mundo de hoje, já se coloca a necessidade de refletir e de agir sobre os impactos e ameaças que pesam sobre a qualidade de vida no planeta Terra.
Hoje, a questão ecológica não pode ficar fora da agenda de qualquer pessoa ou organização minimamente comprometida com o meio ambiente e a qualidade de vida. A gestão ambiental, casamento entre ecologia e negócios, é uma realidade cujos efeitos econômicos tornam-se cada vez mais profundos e impactantes. A necessidade de preservar as condições de vida no planeta nos coloca num caminho sem volta. Portanto, é premente que se inicie uma revisão completa das concepções de progresso que nortearam os modelos de desenvolvimento social e econômico nos últimos séculos. A definitiva opção pelo desenvolvimento sustentável baseado na gestão ambiental tem, além do fator econômico, um determinante humano.

          Considerando a educação ambiental uma ação multidisciplinar, o curso procura aprofundar a consciência cívica e a responsabilidade social dos cidadãos, assim como subsidia-los com fundamentação teórica a fim de capacitá-los como agentes multiplicadores e facilitadores de controle ambiental.

         Com os recentes dados publicados acerca do clima pelo IPCC, faz-se urgente um trabalho de educação formal com o objetivo de preparar Agentes Ambientais para monitorar o meio ambiente do seu entorno geográfico e divulgar boas práticas de preservação e conservação do planeta.



Fascículos

1. Conferência do clima (COP 15) e as metas brasileiras: o fascículo discute o tema do meio ambiente e a intervenção política das nações, bem como a importância do trabalho dos agentes ambientais como fiscais do meio ambiente e multiplicadores de conhecimentos. O texto faz uma análise acerca das principais constatações históricas dos 15 anos de Conferências do Clima, buscando refletir sobre as ações do passado para não cometer os mesmos erros no presente. Tem destaque especial a COP 15, com descrição desde as expectativas desse evento até o seu resultado final, bem como discussão da atuação do Brasil e quais metas foram propostas frente os diferentes setores econômicos brasileiros. Por fim, busca fomentar análise sobre as principais ações tecnológicas disponíveis na atualidade para proteção dos ecossistemas e populações humanas das mudanças climáticas. 

2. Política Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA/CONDEMA): apresenta noções sobre os principais fundamentos teóricos das políti
cas nacionais de meio ambiente, realizando uma leitura crítica da Lei N° 6.938/81 que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente no Brasil. Apresenta, ainda, os mecanismos de funcionamento do SISNAMA, CONAMA e CONEMA. 

3. Agente ambiental e mobilização social: é feita uma contextualização histórica da participação democrática da sociedade, na busca de soluções para questões ambientais, identificando mecanismos que legitimem essa participação. São apresentadas algumas experiências exitosas da participação popular para o meio ambiente. Também é abordada a importância da educação ambiental na sala de aula e listado várias informações sobre os principais órgãos que podem ser acionados na defesa do meio ambiente no estado do Ceará. 

4. Sociedade, Meio ambiente e Educação: faz uma discussão sobre a interligação entre sociedade, meio ambiente e educação, ressaltando a convicção de que são inseparáveis na promoção de convivência equilibrada com o meio ambiente. Chama atenção para
o modelo capitalista de sociedade como um dos contribuintes para o aumento da desigualdade social que gera impactos ambientais. Apresenta a atuação de movimentos sociais e das conferências internacionais de meio ambiente como propulsores na conscientização das pessoas para a preservação da vida no planeta. Por fim, traz informações sobre lixo e poluição e algumas dicas de como os cidadãos podem atuar cotidianamente em defesa do meio ambiente. 

5. Principais ecossistemas do Ceará: o Brasil é detentor da maior diversidade biológica do planeta, contando com pelo menos 10% a 20% do número total de espécies mundiais. Na Caatinga e em todos os ecossistemas associados a ela, pode ser encontrada também uma rica biodiversidade, indo de encontro ao que muito se pensava, de que era pobre em espécies. Neste fascículo é apresentado o conceito de ecossistema, estrutura e funcionamento dos mesmos, assim como uma visão geral dos principais biomas brasileiros. É também feita uma abordagem dos
  ecossistemas associados à caatinga cearense, tais como os manguezais, as dunas e restingas, as matas ciliares de carnaúba, as matas serranas ou úmidas, a caatinga propriamente e o carrasco que é encontrado no platô das serras da Ibiapaba e do Araripe respectivamente. O conhecimento das relações que se processam nestes ecossistemas é importante para a sua conservação e preservação para as futuras gerações. 

6. Potencialidades da Caatinga: busca contextualizar a caatinga dentro do semiárido nordestino, apresentando suas principais características climáticas, ecológicas, fisionômicas. Aborda como o bioma caatinga vem sendo explorado de forma predatória através de diversas atividades que incluem, principalmente, a caça, as queimadas e o desmatamento para retirada de lenha e o consequente quadro de degradação ambiental, decorrente dessas ações que são realizadas sem nenhum planejamento efetivo para o uso sustentável dos recursos disponíveis. É destacada a importância da biodivers
idade da caatinga, com a descrição de algumas potencialidades para o desenvolvimento sustentável do semiárido. 

7. Unidades de conservação: neste fascículo é analisado o surgimento das unidades de conservação no mundo e no Brasil, os objetivos de sua criação, os tipos de unidades de conservação, que atividades podem ser realizadas dentro destas áreas protegidas e é dado um enfoque às unidades de conservação existentes no bioma caatinga e a necessidade de criação de mais unidades, não somente na caatinga, mas em todo o território brasileiro. 

8. Água e Meio Ambiente: trata da água como condição para a vida. O ciclo da água, seu papel na fotossíntese e a importância da água como definidora dos biomas terrestres do planeta. O texto reforça a interrelação estreita entre água e floresta enfocando o exemplo da Amazônia. A água como espaço de vida, representado pelos ecossistemas marinhos e de águas doces. Discute também, os processos de degradação das águas: desmatamento, poluição,
eutrofização, desertificação, entre outros. Enfoca as consequências desses impactos ambientais na saúde humana. Por fim, destaca a gestão compartilhada das águas e a recuperação ambiental, envolvendo a comunidade, como um caminho seguro para se construir uma sociedade ecologicamente sustentável e socialmente justa. 

9. Tratamento de resíduos, coleta seletiva e reciclagem: apresenta os conceitos Lixo, Coleta Seletiva e Reciclagem, demonstrando a importância das práticas de coleta seletiva e da reciclagem para a existência de um ambiente mais saudável. Discute as possibilidades de aproveitamento de resíduos economicamente viáveis, e as principais formas de tratamento do lixo e suas aplicações. 

10. Monitoramento ambiental: busca compreender o conceito de monitoramento ambiental e sua importância. Aborda algumas tipos de monitoramento ambiental: da biodiversidade (fauna e flora), dos recursos hídricos, atmosférico, dentre outros e suas principais técnicas de execução. Por fim, en
foca a interdisciplinaridade que deve haver entre as diversas facetas do monitoramento ambiental.

11. Noções de Direito Ambiental: o fascículo discute as informações básicas sobre Direito Ambiental, enquanto ramo específico da ciência jurídica que tem como objeto o desenvolvimento sustentável e a utilização dos recursos naturais de forma ordenada. Trabalha os conceitos, princípios fundamentais, responsabilidade ambiental e suas políticas nacionais, buscando a percepção de que a questão da proteção ao meio ambiente é um dever não só do Estado, mas de todos os cidadãos. 

12. Tecnologias ambientais sustentáveis: alternativas para o convívio com o semiárido: o propósito deste fascículo é oferecer exemplos práticos de tecnologias simples e de baixo custo que podem melhorar as condições de vida do sertanejo nordestino e ao mesmo tempo proteger e melhorar o Meio Ambiente. As tecnologias apresentadas são voltadas especialmente para a captação, armazenamento e uso da água, preservação, recuperação e aumento de produtividade do solo e melhoria da qualidade de vida das pessoas.
 

sábado, 9 de abril de 2011

Semace apresenta Macrozoneamento Ecológico Econômico da APA da Serra de Baturité

          Como uma das metas da Assessoria de Desenvolvimento Institucional (Adins), a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), apresentará nesta segunda-feira (11), a partir das 08h30, no Auditório Régia Nântua da autarquia, o Macrozoneamento Ecológico Econômico da Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de Baturité. O objetivo principal do projeto é traçar um planejamento estratégico para a área, visando a otimização do ordenamento ambiental daquela região.

          De acordo com a Adins da autarquia, o macrozoneamento servirá para organizar o mapeamento georreferenciado, definir limites de tolerância para os sistemas ambientais, indicar vetores de pressão decorrentes dos diversos tipos de ocupações. “Além disso, o projeto vai proporcionar um diagnóstico geoambiental sobre o estado de conservação dos sistemas ambientais, bem como suas especificidades de uso”, explica a assessora da Adins, Sônia de Sousa.

          A Serra de Baturité é uma das mais importantes regiões de mata úmida do Estado. Ela representa um ambiente de exceção do bioma da Caatinga e é o principal centro dispersor de drenagem que converge para a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

          A APA é conhecida por atrativos naturais, dentre eles: clima ameno e com médias de temperatura de 20° C, paisagens serranas que alternam vales fechados e abruptos do relevo, vegetação exuberante e sempre verde, águas correntes ou pequenas represas, pomares com variedade de lavouras etc. Estudos apontam que esses e outros fatores podem intensificar os processos de degradação, comprometendo a biodiversidade e o equilíbrio ambiental, recursos hídricos e descaracterizar a paisagem serrana.

          O evento contará com a presença de técnicos da autarquia que discutirão sobre o assunto. Na oportunidade, estarão presentes também o superintendente da Semace, Ricardo Araújo, além de representantes do Conselho de Política e Gestão do Meio Ambiente (Conpam).

Saiba mais

          A APA da Serra de Baturité, situada a 90 Km de Fortaleza, é a primeira e mais extensa Área de Proteção Ambiental criada pelo Governo do Estado, instituída através do Decreto Federal Estadual Nº 20.956, de 18 de Setembro de 1990 alterado pelo Decreto nº 27.290, de 15 de Dezembro de 2003. Abrange uma área de 32.690 hectares e localiza-se na porção Nordeste do Estado, na região serrana do Maciço de Baturité. A unidade de conservação é composta pelos municípios de Aratuba, Baturité, Capistrano, Guaramiranga, Mulungu, Pacoti, Palmácia e Redenção.

por Ana Luzia Brito
Assessoria de Comunicação – Semace