quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Brasil é o 84º do ranking de desenvolvimento humano da ONU

Brasília – O Brasil é o 84° colocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2011, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A lista tem 187 países e o índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 o resultado, melhor o desempenho. O IDH 2011 do Brasil é 0,718, colocando o país no grupo de nações com desenvolvimento humano elevado. O índice brasileiro está acima da média global (0,682).

Na comparação com 2010, o Brasil subiu uma posição. A Noruega manteve a liderança no ranking, com IDH de 0,943. Em seguida estão a Austrália (0,929) e os Países Baixos (0,910) no grupo de países com desenvolvimento muito elevado. Nas últimas posições, com os piores índices, estão o Burundi (0,316), Níger (0,295) e a República Democrática do Congo (0,286), todos na África Subsaariana.

O IDH considera três dimensões fundamentais para o desenvolvimento humano: o conhecimento, medido por indicadores de educação; a saúde, medida pela longevidade; e o padrão de vida digno, medido pela renda.




Em 2011, para o Brasil, foram registrados 73,5 anos de expectativa de vida, 13,8 anos esperados de escolaridade (para crianças no início da vida escolar) e 7,2 anos de escolaridade média (considerando adultos com mais de 25 anos). A Renda Nacional Bruta (RNB) per capita dos brasileiros em 2011 considerada no cálculo do Pnud foi US$ 10.162.

Desde a criação do IDH, em 1980, o Brasil registra evolução no índice. Em três décadas, a expectativa de vida do brasileiro aumentou em 11 anos, a média de escolaridade subiu 4,6 anos, mas a expectativa de anos de escolaridade caiu 0,4 ano. No período, a RNB per capita subiu cerca de 40%.

“As dimensões sociais, de educação e saúde foram as que mais causaram impacto no IDH do Brasil e fizeram com que o país ganhasse posições”, avaliou o economista do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Rogério Borges de Oliveira. Entre 2006 e 2011, o Brasil subiu três posições no ranking do IDH, segundo o Pnud.

Apesar dos avanços, o IDH 2011 do Brasil está abaixo da média da América Latina (0,731). O desempenho brasileiro está atrás do Chile (0,805), da Argentina (0,797), do Uruguai (0,783), de Cuba (0,776), do México (0,770), do Panamá (0,768), do Peru (0,725) e do Equador (0,720).

Em relação aos outros países que compõem o Brics (grupo formado pelo Brasil, a Rússia, China, Índia e a África do Sul), o IDH brasileiro é o segundo melhor, atrás da Rússia. “É interessante colocar esses países em um mesmo grupo de comparação pelo tamanho continental, pelas populações enormes, pela importância política, por serem economias emergentes e por terem políticas similares em alguns pontos”, explicou Oliveira.

Além do índice principal, o Pnud também divulgou o IDH ajustado à desigualdade (IDHAD), que capta perdas no desenvolvimento humano por causa das disparidades socioeconômicas; o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM); e o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG), que mede a perda de oportunidades das mulheres por causa da discriminação.


fonte: Luana Lourenço, da Agência Brasil

sábado, 29 de outubro de 2011

Terremoto de 6,7 graus atinge litoral peruano



Lima, 28 out (EFE).- Um terremoto de magnitude 6,7 graus na escala Richter atingiu nesta sexta-feira o litoral peruano às 13h54 locais (16h54 de Brasília), informou à Agência Efe o Instituto Geofísico do Peru, sem registrar vítimas ou danos materiais até o momento.

O epicentro do tremor ocorreu no mar, cerca de 117 quilômetros ao sudoeste da cidade litorânea de Ica e a uma profundidade de 30 quilômetros.

Os habitantes de Ica relataram queda de energia elétrica durante um breve período após o terremoto, enquanto as linhas telefônicas caíram nas cidades litorâneas do sul do país, inclusive Lima.

Em 2007, a região de Ica foi afetada por um terremoto de magnitude 7,9 graus que devastou a cidade e causou mais de 500 mortes.

Até hoje, centenas de pessoas vivem em abrigos improvisados e esperam pela reconstrução de suas casas em cidades como Ica, Pisco e Chincha. EFE

fonte: Yahoo! Noticias

Nasa lança primeiro satélite de observação das mudanças climáticas



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Washington, 28 Out 2011 (AFP) - A Nasa lançou nesta sexta-feira a partir da base aérea de Vandenberg, na Califórnia, o primeiro satélite de observação das mudanças climáticas, que também registrará as principais variáveis meteorológicas.

O foguete Delta II da United Launch Alliance, com o satélite NPP (National Polar-orbiting Operational Environmental Satellite System Preparatory Project) decolou às 9H48 GMT (7H48 de Brasília).

O satélite, que tem o tamanho de um veículo utilitário e pesa 2,13 toneladas, será colocado em órbita a 824 quilômetros de altitude e orbitará a Terra quase 14 vezes por dia.

Este satélite, com um custo aproximado de 1,5 bilhão de dólares, representa a primeira missão concebida para compilar dados essenciais para melhorar as previsões meteorológicas a curto prazo e ajudará a entender melhor o aquecimento global a longo prazo.

O NPP tem cinco instrumentos que permitirão estudar a temperatura e a água na atmosfera, o impacto das nuvens e dos aerossóis na temperatura, e a resposta das plantas terrestres e marinhas às mudanças ambientais. 

O satélite é uma das 14 missões de observação da Terra atualmente administradas pela Nasa.   Os gestores
do projeto NPP esperam que o satélite permaneça operacional por cinco anos.

fonte: O POVO


A população mundial em números




1) Há 2.000 anos, a população mundial era de 300 milhões de pessoas. Em 1800 alcançou um bilhão. A marca de dois bilhões foi atingida em 1927. Os três bilhões em 1959 e quatro bilhões em 1974. A população do planeta chegou a cinco bilhões em 1987, seis bilhões em 1999 e sete bilhões em 2011.

2) Para 2050 a projeção é de uma população de 9,3 bilhões de pessoas, com mais de 10 bilhões em 2100. Mas a população mundial pode ser de 10,6 bilhões já em 2050 e de mais de 15 bilhões em 2100 caso não aconteça a redução prevista da taxa de natalidade nos países mais populosos.

3) A cada ano a população mundial aumenta em 80 milhões de pessoas, um resultado equivalente à população da Alemanha. Os jovens com menos de 25 anos representam 43% de todos os habitantes do planeta.

4) A principal razão do crescimento demográfico nas décadas recentes é o “boom da natalidade” dos anos 1950 e 1960, que mostra novas “protuberâncias” quando a geração se reproduz.

5) A expectativa média de vida aumentou de 48 anos no início da década de 1950 para 68 na primeira década do novo milênio. Neste período, a mortalidade infantil caiu quase dois terços.

6) Os anticoncepcionais, a prosperidade e a mudança nos hábitos culturais também contribuíram para a redução da fertilidade. O número médio de filhos de uma mulher caiu de 6,0 a 2,5 em seis décadas.

7) Nos países mais desenvolvidos, a taxa de natalidade é de 1,7 nascimento, abaixo da taxa de substituição da população, que é de 2,1 nascimentos. Nos países mais pobres, a taxa é de 4,2 nascimentos.

fonte: O POVO

O futuro incerto de um planeta repleto de homens



Num momento em que a população cruza a barreira dos sete bilhões de habitantes, os especialistas temem que o desequilíbrio de sexos favoreça o surgimento de países inteiros de solteiros em busca de uma esposa.

As consequências exatas do que o demógrafo francês Christophe Guilmoto denomina uma “masculinização alarmante” em países como a Índia ou a China devido aos abortos seletivos são ainda incertas.

Muitos especialistas acreditam, no entanto, que em 50 anos a escassez de mulheres terá um impacto na sociedade similar ao do aquecimento do clima, um fenômeno invisível, mas bem real.

Por trás dessas advertências se escondem estatísticas irrefutáveis. A natureza oferece cifras invariáveis: nascem entre 104 e 106 meninos para cada 100 meninas, e a menor modificação desta proporção só pode ser explicada por fatores anormais.

Na Índia e no Vietnã, a cifra é de cerca de 112 meninos por 100 meninas. Na China, a proporção se eleva a quase 120 por 100, quando não é de 130 meninos por 100 meninas.

O pior é que esta tendência se estende: no Azerbaijão, Geórgia e Armênia, a relação entre os nascimentos é de mais de 115 meninos por 100 meninas. Na Sérvia e Bósnia, se constata um mesmo fenômeno.

A tomada de consciência mundial a respeito remonta a 1990, quando um Prêmio Nobel indiano, o economista Amartya Sen, publicou um artigo com um título contundente: Mais de 100 milhões de mulheres desapareceram.

Os demógrafos calculam que esta cifra agora está acima dos 160 milhões e é o resultado da tradicional preferência por homens, da queda da fecundidade e, principalmente, as ultrassonografia baratas que permitem abortar quando se trata de uma menina.

Apesar da proporção nos nascimentos voltarem à normalidade na Índia e China nos próximos 10 anos, Guilmoto acha que em ambos os países o casamento será por várias décadas uma dor de cabeça para os homens.“Não apenas esses homens terão de casar-se numa idade mais avançada, como correm o risco de ficar solteiros”, indica.

Alguns acreditam que este novo contexto poderá aumentar a poliandria (uma mulher com vários maridos) e o turismo sexual, enquanto outros preveem cenários catastróficos, nos quais a depredação sexual, a violência e os conflitos serão as novas normais sociais.

Há alguns anos, os analistas políticos Valerie Hudson e Andrea den Boer chegaram a escrever que os países asiáticos majoritariamente povoados por homens representavam uma ameaça para o Ocidente.

Segundo eles, “as sociedades com forte relação homens-mulheres só podem ser governadas por regimes autoritários capazes de suprimir a violência em seu próprio país e de exportá-la para o exterior por meio da colonização ou a guerra”.

Mara Hvistendahl, jornalista da revista Science e autor de um recente ensaio intitulado Seleção não-natural, objeta que o risco de guerras em grande escala é pouco provável, principalmente recordando que a Índia é uma democracia.

Admite, no entanto, que “historicamente, as sociedades onde o número de homens superaram ao de mulheres não são agradáveis para viver”, evocando os riscos de instabilidade e, inclusive, de violência.

Os serviços da ONU advertiram sobre uma correlação entre escassez de mulheres e um aumento do tráfico sexual em busca de casamento.

As soluções para o problema, no momento, não são muitas. Na opinião de Guilmoto, a prioridade agora é assegurar-se de que o problema seja de conhecimento público. “Na Europa oriental, as pessoas não têm a menor ideia do que está acontecendo”, adverte.

fonte: O POVO

Coca-Cola, Ambev e Schincariol comprometem-se a reduzir níveis de benzeno em refrigerantes



BRASÍLIA - O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) firmou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com os três maiores fabricantes de refrigerantes do Brasil: Coca-Cola, Ambev e Schincariol. O objetivo é reduzir os níveis de benzeno nos refrigerantes cítricos de baixa caloria. As empresas terão o prazo de cinco anos para ter no máximo 5ppb (cinco partes por bilhão ou 5 microgramas por litro) da substância nas bebidas. Esse é o limite da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a água potável.

O benzeno, que pode desencadear doenças sanguíneas, é resultado da reação entre os ácidos benzóico e ascórbico. Este último é a vitamina C, que é adicionada nos refrigerantes cítricos. O benzeno se forma mais nos refrigerantes light e diet, uma vez que o açúcar inibe a formação da substância. De acordo com o Ministério Público, os fabricantes de refrigerantes informaram que traços mínimos de benzeno também podem ser consequência da quantidade da substância pré-existente na água.

Em 2009, a Associação Consumidores Pro Teste detectou benzeno em sete amostras de diferentes marcas, o que fez o Ministério Público instaurar inquérito civil público para apurar o caso. O MPF acabou descobrindo que não há no Brasil nenhuma regulamentação estabelecendo os níveis máximos de benzeno em refrigerantes.

Na época dos exames feitos pela Pro Teste, foram analisados 14 refrigerantes diets, lights e zero e suas versões tradicionais: Aquarius Fresh, Aqua Zero Açúcar, H2OH, Coca-Cola tradicional, Coca-Cola Light, Coca-Cola Zero; Dolly Cola tradicional, Dolly Cola Diet, Pepsi tradicional, Pepsi Light, Pepsi Zero, Dolly Guaraná tradicional, Dolly Guaraná diet, Guaraná Kuat tradicional, Guaraná Kuat zero, Fanta Laranja tradicional, Fanta Laranja light, Sukita tradicional e Sukita Zero, Soda Antarctica tradicional, Soda Antarctica diet, Sprite tradicional, Sprite Zero, Grapette tradicional e Grapette diet.

Dos sete refrigerante em que foi detectado benzeno, dois - Fanta Laranja Light e Sukita Zero - o apresentavam acima do limite recomendado. Na Sukita Zero, a concentração da substância era quatro vezes o máximo indicado pela Anvisa para água potável. Dentro do limite aceitável, a Pro Teste encontrou benzeno no Dolly Guaraná tradicional e light, na Fanta Laranja tradicional, na Sukita tradicional e no Sprite Zero.

Segundo a Pro Teste, o limite permitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a água potável é de 10 ppb. Nos Estados Unidos, é de 5 ppb e na União Europeia de 1ppb. No entanto, ainda de acordo com a Pro Teste, a OMS estabelece que não há limite seguro para a ingestão de benzeno.

Coca-Cola, Ambev e Schincariol concentram 90% do mercado de refrigerantes no país. Um acordo com os três, segundo o procurador da República Fernando Martins, foi a melhor saída para a questão, evitando uma batalha judicial que poderia demorar anos.

                                                                                                 fonte:

domingo, 28 de agosto de 2011

África pode ser o paraíso das energias renováveis



O continente africano tem algumas das melhores condições globais para as energias renováveis, sobretudo solar e eólica, de acordo com a Greenpeace.

- Há um potencial considerável para a utilização de energias renováveis no norte de África, um potencial que ainda não foi explorado -  explicou ao Deutsche Welle, Andrea Boehling, da Greenpeace. A responsável pela área de energia da ONG diz que é preciso, acima de tudo, um enorme investimento em parques eólicos e solares.

Um dos países que poderá se beneficiar deste potencial é o Egito, que tem um plano ambicioso de, até 2020, ter 20% da sua matriz energética vindo de fontes renováveis, especialmente a eólica.

Há vários projetos que estão sendo alinhavados no norte africano, como o Parque Eólico de Zafarana, perto do Golfo de Suez e que é já o maior de África. O parque, aliás, é co-financiado por vários governos europeus. Há também planos de curto prazo para lançar um novo projeto eólico em Gabal el-Zeit.

O Mar Vermelho é um dos melhores locais do mundo para a energia eólica, com um potencial estimado de 20.000 megawatts – o equivalente à energia gerada por 16 centrais nucleares.

Os restantes países do norte de África têm estratégias diferentes. Enquanto a Argélia continua a apostar nas suas reservas de gás e petróleo, outros, como Marrocos, desenvolveu uma estratégia baseada nas renováveis. Sobretudo com a ajuda europeia, como os parques eólicos de Essaouira e Tangier.

Há ainda outro ambicioso projeto africano, o Desertec. Lançado em 2009, ele pretende promover as energias limpas a partir dos desertos de todo o mundo. Um dos objetivos é que, em 2050, cerca de 15% das necessidades energéticas da Europa sejam garantidas através dos parques eólicos e solares do Sahara.

- Quase toda a tecnologia está pronta. O próximo passo é estabelecer a estratégia política necessária -  explicou Alexander Mohanty, um dos responsáveis pelo conceito. O Desertec pode resolver parte do problema global de energia, mas as linhas de transmissão entre a África e a Europa precisam de ser estendidas. E isso poderá demorar, pelo menos, dez anos.

 fonte: Green Savers

domingo, 21 de agosto de 2011

Com recursos do PAC, país faz expedição em busca de minérios nas profundezas do Atlântico



RIO - Uma cordilheira submersa a 1.500 quilômetros da costa do Brasil guarda riquezas naturais que entraram na mira do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM), ligado ao Ministério de Minas e Energia. Com o objetivo de mapear esse tesouro escondido sob toneladas de rochas, o CPRM acaba de realizar a segunda de uma série de seis expedições em alto-mar. Todas custeadas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que alocou R$ 47 milhões este ano para programas de exploração marinha, incluindo o da Elevação do Rio Grande, como é chamada a cordilheira.

Por sua distância - para se ter uma ideia, os blocos do pré-sal estão a 300 quilômetros da costa - e pelo pouco conhecimento que se tem da cordilheira, a Elevação do Rio Grande é tida como uma nova fronteira exploratória de minérios valiosos. Nela foi identificada a presença de níquel, platina, cobalto e até das chamadas terras raras, um conjunto de minerais muito usados nas indústrias de telecomunicações e eletrônicos.

A cordilheira está localizada em águas internacionais, uma área que é considerada patrimônio da Humanidade e que está sob jurisdição das Nações Unidas. Na fase atual de exploração, quando a finalidade ainda não é comercial, qualquer país tem liberdade para ancorar seus navios na região e realizar pesquisas sem comunicação prévia.

Depois de mapeadas as riquezas, é preciso pedir permissão à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, ligada à ONU. Uma vez concedido o pedido, apenas o país que obteve a concessão da área pode atuar nela.

fonte: Yahoo! Notícias

Expedição científica vai rastrear acidificação no Oceano Ártico


ANCHORAGE, Estados Unidos, 11 de agosto (Reuters Life!) - Cientistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos vão embarcar na semana que vem em uma expedição para monitorar as tendências de acidificação no Oceano Ártico relacionadas com emissões de carbono, informou a instituição.

Os pesquisadores do Serviço Geológico vão passar sete semanas em um navio quebrador de gelo da Guarda Costeira para chegar o mais próximo possível do Pólo Norte com a finalidade de obter amostras e testar indicadores químicos de acidificação.

As emissões de carbono vêm sendo responsabilizadas pela alteração da química dos oceanos, por deixá-los mais ácidos, o que torna mais difícil a sobrevivência e proliferação de peixes e outras espécies marinhas.

Segundo afirmou em entrevista a oceanógrafa Lisa Robbins, do Serviço Geológico e uma das integrantes da expedição, o Oceano Ártico é considerado especialmente vulnerável à acidificação por causa das temperaturas frias e o já baixo nível de saturação com cálcio.

A pesquisa é parte de uma expedição conjunta EUA-Canadá iniciada no ano passado para estudar áreas pouco conhecidas do Ártico. Robbins disse que ainda há poucos dados recolhidos sobre acidificação desse oceano, se comparado com águas marinhas em zonas tropicais e temperadas.

A acidificação oceânica é um processo pelo qual as águas absorvem dióxido de carbono da atmosfera, provocando alterações químicas no equilíbrio ácido-alcalino, ou nível de PH, o que deixa o oceano mais ácido.

Como os oceanos atualmente absorvem mais de um quarto dos gases do efeito estufa presentes na atmosfera, aumenta cada vez mais a preocupação com a acidificação e seus efeitos na vida marinha, explicou Robbins.

"Pode haver redução da formação do casco em alguns organismos. A acidificação poderia obstruir o crescimento de várias formas de vida marinha, do plâncton para cima", disse ela. Afetaria toda a cadeia alimentar."

De acordo com o Serviço Geológico, a expedição terá sete dias de duração e será coordenada pela Guarda Costeira dos dois países. Deve começar na segunda-feira em Barrow, a cidade que fica no ponto mais ao norte nos Estados Unidos.

fonte: Yahoo! Notícias

O oceano do futuro


RIO - Imagine ver, em um tanque de plástico de 130 litros, como será o oceano daqui a um século. Esta é a proposta dos pesquisadores do Projeto Coral Vivo, patrocinado pela Petrobras.

O grupo construiu um sistema, com 16 tanques ligados direta e permanentemente ao mar, em Arraial d'Ajuda (BA). Em cada um deles serão colocadas espécies típicas daquele litoral: estrelas-do-mar, ouriços, algas calcárias, até micro-organismos. Mas, principalmente, recifes de corais.

O Brasil é um dos únicos países do Hemisfério Sul a contar com estas estruturas em seu litoral - o outro é a Austrália. As 16 espécies conhecidas no mundo sofrem dos mesmos estresses: os oceanos estão mais quentes e ácidos, o que contribui para sua corrosão.

- O diferencial desse sistema é que nossos tanques nunca perderão a conexão com o mar, a 500 metros dali - explica Emiliano Calderon, professor visitante do Museu Nacional e pesquisador associado do Coral Vivo. - A qualidade da água, portanto, será sempre a mesma. A luminosidade também. Sendo fiel a este marco zero, é provável que nos aproximemos mais do que ocorrerá no futuro.

Calor fará algas produzirem toxinas.

A ligação com o oceano estará à disposição dos pesquisadores a partir da semana que vem, e em setembro eles vão se reunir para escolher que cenários vão simular nos tanques.

De acordo com as projeções do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, a temperatura dos oceanos pode aumentar entre 2 e 4 graus Celsius até o fim do século. Nenhuma dessas possibilidades é recebida com otimismo pelos estudiosos.

Boa parte da fisiologia dos animais é regulada pelos termômetros. Apenas 1 grau Celsius a mais pode fazer algas, que vivem dentro do coral, produzir radicais livres tóxicos para aquela estrutura. As algas acabam expulsas, mas, como elas são responsáveis por sustentar o coral - o que fazem pela fotossíntese -, o organismo inteiro é comprometido e pode morrer.

- Os tanques funcionarão como máquinas do tempo - compara Calderon. - Em um, manteremos temperatura e pH da água exatamente como são hoje. Nos outros três, vamos aumentar a temperatura, deixar a água mais ácida. Assim saberemos a resistência dos organismos que estão ali dentro e se podemos esperar que eles sobrevivam às próximas décadas.

O pH da água é, em média, 7. Se este índice diminuir 0,3 ou 0,4 - como apontam algumas projeções para daqui a cerca de 20 anos -, haverá consequências drásticas para a biodiversidade.

- Num ambiente mais ácido, o esqueleto calcário se dissolve. Já encontramos, inclusive, organismos com deformações - alerta o pesquisador. - E, em cima desse esqueleto, existe uma fauna, de micro-organismos a peixes, que vive associada aos recifes. Se houver um problema naquele material que sustenta a todos esses seres, sua abundância é comprometida.

Os recifes, portanto, são fundamentais para quem estuda a variedade das espécies marinhas. E, como se fazem mais presentes na Bahia, este foi o local escolhido para o estudo. Em Búzios, de acordo com Calderon, há estruturas semelhantes, embora menos diversas.

O sistema de tanques a ser inaugurado na semana que vem será o primeiro da América Latina. Ainda assim, no que se refere ao estudo de mudanças climáticas na costa, o Brasil ainda está "dez anos atrás" da Austrália, segundo o pesquisador do Coral Vivo.

- Este acompanhamento já é feito há tempos na Oceania, mas não podemos usar os dados obtidos ali como válidos aqui - ressalta. - Um recife da Austrália pode ter uma resistência diferente da de um brasileiro. Em cada local a temperatura e a acidificação dos mares ocorrerá de uma forma diferente.

Segundo o Censo da Vida Marinha - contagem encerrada no ano passado, após uma década -, o homem conhece cerca de 230 mil espécies que habitam os oceanos. Os litorais do Japão e da Austrália são as zonas de maior biodiversidade. O Brasil tem 9.101 espécies em sua costa, sendo a maioria crustáceos, moluscos e peixes.

Biólogos estimam, no entanto, que os números conhecidos ainda estão muito aquém da realidade. Estimativas indicam que até 1 milhão de espécies habitariam os oceanos. Teme-se que, com fatores como mudanças climáticas e poluição, centenas delas morram sem jamais ter sido registradas.

fonte: O Globo

Mais um grande ciclone se forma no Atlântico


Miami, 19 ago (EFE).- A oitava tempestade tropical de ciclones no Atlântico aconteceu nesta sexta-feira, perto da fronteira entre Honduras e Guatemala, e originou um alerta para Belize, como informou o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

A tempestade "Harvey" tem ventos máximos de até 65 km/h, com rajadas fortes, e se imagina um fortalecimento de sua chegada a Belize no sábado.

"Harvey" estava às 18h (horário local, 15h de Brasília) localizado a cerca de 16,3 graus de latitude ao norte e longitude 84,2 graus ao oeste, a 250 quilômetros ao leste da ilha Roatán, em Honduras, e a 460 quilômetros do leste-sudeste de Cidade de Belize.

Ela se movimenta a 17 km/h na direção oeste e espera-se que se movimente rumo oeste-noroeste durante os próximos dois dias e nesta trajetória o epicentro da tempestade se aproximará de Bay Islands, em Honduras, nesta sexta-feira à noite, e cruzará no sábado a costa de Belize.

O Governo de Belize emitiu um aviso de tempestade tropical (alerta do sistema em um prazo de 36 horas) para a costa.

Estão vigentes também um aviso de ciclones para Bay Islands (Honduras) e um alerta de tempestade tropical (em 48 horas) para as costas de Honduras, Guatemala e para a costa do sudeste da Península de Iucatã (México).

O NHC informou que as condições do clima provocam alerta a partir desta sexta-feira, com fortes chuvas que poderiam causar perigosos deslizamentos de terra e inundações.

Na temporada de furacões na bacia atlântica, que começou em 1º de junho e termina no dia 30 de novembro, se formaram oito ciclones: "Arlene", "Brett", "Cindy", "Don", "Emily", "Franklin", "Gert" e "Harvey".

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, em inglês) lançou este mês sua previsão e afirmou que se formarão mais tempestades, entre 14 e 19, das quais sete e dez podem chegar a se transformar em furacões. EFE

fonte: Yahoo! Notícias

sábado, 20 de agosto de 2011

Ativistas mobilizam-se no Brasil e no exterior contra Usina de Belo Monte


Índios de diversas etnias do Parque do Xingu participaram do ato na Av. Paulista.
Índios de diversas etnias do Parque do Xingu participaram do ato na Av. Paulista.

 Brasília – Os movimentos Brasil pela Vida nas Florestas, Xingu Vivo para Sempre e a Frente Pró-Xingu querem fazer deste sábado (20) – Dia Internacional da Ação em Defesa da Amazônia – um dia de protesto contra a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. As organizações alegam que 80% das águas do Xingu serão desviadas e que mais de 20 etnias indígenas ficarão desabrigadas após a construção da hidrelétrica.

Os ativistas programaram manifestações em Belém, Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e protestos contra a obra em mais 11 cidades. Segundo os movimentos sociais, haverá manifestações também na próxima segunda-feira (22) em cerca de 20 cidades em 16 países - entre eles, os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, a Noruega, o Irã, a Turquia e a Austrália. Os protestos serão em frente às embaixadas e consulados brasileiros.

Para Clarissa Beretz, do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, a mobilização internacional contra a usina é estratégica. “Quando vira uma questão mundial, os holofotes voltam-se para ela”. Este ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) recomendou que o Brasil suspendesse as obras da usina.

Além da OEA, organização da qual o Brasil faz parte, entidades estrangeiras com forte influência na opinião pública internacional, como a Amazon Watch e a Anistia Internacional, criticam a obra. Clarissa Beretz espera que, com a visibilidade no exterior, o governo mude a posição “intransigente” e converse “democraticamente” com as os movimentos contrários à hidrelétrica. “Sabemos que o país precisa de energia, mas queremos discutir alternativas”, disse ela, ressaltando que o o potencial da luz solar e dos ventos (energia eólica) podem ser mais bem aproveitados.
Os ativistas programaram manifestações em Belém, Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e protestos contra a obra em mais 11 cidades. Segundo os movimentos sociais, haverá manifestações também na próxima segunda-feira (22) em cerca de 20 cidades em 16 países - entre eles, os Estados Unidos, a Alemanha, a Inglaterra, a Noruega, o Irã, a Turquia e a Austrália. Os protestos serão em frente às embaixadas e consulados brasileiros.


A manifestação em São Paulo ocorreu no vão livre do Masp.
A manifestação em São Paulo ocorreu no vão livre do Masp.

  Na opinião da jornalista Verena Glass, a construção de Belo Monte chama a atenção internacionalmente por causa do impacto na Amazônia, por causa da violação de direitos humanos dos povos indígenas e porque fere tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. “Com que cara vamos sediar a Rio+20?”, pergunta Verena, referindo-se à principal conferência ambiental internacional que o Brasil sediará no próximo ano.

Segundo a jornalista, os movimentos sociais também vão questionar a atuação de bancos públicos e privados no financiamento de obras como Belo Monte. De acordo com Verena, os principais bancos brasileiros participam de acordos internacionais que restringem o financiamento de atividades de impactos social e ambiental negativo.

Em nota, o consórcio Norte Energia S.A., responsável pela construção da usina, diz que “respeita as opiniões contrárias ao projeto de Belo Monte, embora sejam fruto da desinformação”. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério das Minas e Energia, o Brasil faz uso de fontes alternativas de energia. De 2004 a 2010, foram contratados cerca de 10 mil megawatts (MW) de energia solar, eólica e de biomassa. A Usina de Belo Monte terá capacidade plena de 11 mil MW por ano e vai operar em média com 4,5 mil MW.

A obra já rendeu 13 ações de contrárias do Ministério Público, entre elas uma que questiona a constitucionalidade do processo que autorizou a obra. O Congresso Nacional, em julho de 2005, autorizou o Executivo a fazer “o aproveitamento hidroelétrico” de Belo Monte, mas sem ouvir as comunidades indígenas afetadas, como prevê o Artigo 231 da Constituição Federal.

A EPE colocou sob consulta pública o Plano Decenal de Expansão de Energia até o próximo dia 30. O documento fundamentará a elaboração de projetos futuros em diversas modalidades de produção de energia em todo o país, inclusive energia hidrelétrica na Amazônia. Para acessar o plano, clique aqui.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

[Aquecimento Global] Mudanças climáticas fazem animas e plantas buscarem terras mais altas

O aquecimento global está fazendo animais e plantas migrarem montanhas acima e para longe da linha do equador em uma tentativa de evitar as temperaturas mais altas associadas com as mudanças climáticas, revelaram cientistas em um extenso levantamento feito com quase 1,4 mil espécies.

O ritmo do movimento é em média três vezes mais rápido do que o anteriormente esperado para espécies migrando em direção aos polos e cerca de duas vezes maior para organismos que estão migrando encostas acima nas montanhas, dizem os pesquisadores.

Uma grande revisão da distribuição de animais e plantas, publicada na revista "Science", mostrou enormes variações entre espécies individuais, mas observadas como um grupo parece haver uma clara evidência de que as mudanças climáticas são a causa do movimento em massa, diz o professor Chris Thomas, da Universidade de York.

- Espécies de animais e plantas têm movido sua distribuição para longe do equador e em direção ao polos muito mais rápido do que achávamos - disse Thomas, - De fato, as espécies estão se movendo para o Norte no Hemisfério Norte e para o Sul no Hemisfério Sul a uma média de cerca de 16 a 17 quilômetros por década.

Thomas destacou que essas mudanças são o equivalente aos animais e plantas se afastarem do equador cerca de 20 centímetros por hora, todas as horas do dia, todos os dias do ano. Segundo ele, isso está acontecendo ao longo dos últimos 40 anos e deve continuar pelo menos até o fim deste século.

- É um ritmo fenomenal de movimento de toda uma gama de vida para longe do equador e em direção aos polos - considerou Thomas. - E como sabemos que ele está relacionado com as mudanças climáticas? Bem, parte por que não há nenhuma outra explicação razoável para tudo estar se movimentando pata terras e latitudes mais altas, mas também porque verificamos que o ritmo é maior nas regiões que estão passando por um maior aquecimento. As mudanças climáticas estão um pouco fora da agenda política no momento, mas enquanto isso elas continuam, as espécies estão respondendo a elas e há o risco de mais espécies serem extintas como resultado dessas mudanças.

fonte: O Globo/Ciência

TV australiana entrevista presidente do Ibama sobre Belo Monte


No vídeo abaixo, a jornalista australiana Allyson Langdon entrevista o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, sobre Belo Monte. Trennepohl não disfarça a irritação ao ser questionado sobre a situação das comunidades indígenas que serão afetadas pela obras.


Cinco países africanos criam maior área protegida do mundo

Cinco países da África Austral assinaram ontem, em Luanda, um tratado criando uma ampla zona protegida, de tamanho correspondente à metade da França, nas bacias dos rios Zambeze e Okavango, que tem por vocação se transformar em um paraíso do ecoturismo.

A área protegida de Okavango-Zambeze, situada entre os territórios de Angola, Botsuana, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue, deve permitir religar catorze parques nacionais e reservas naturais entre estes países, e, sobretudo, as Cataratas Victoria e o delta do Okavango.

- É a maior zona protegida com vocação turística do mundo - afirmaram seus promotores, durante a assinatura do tratado, à margem de uma cúpula da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em Luanda.

O projeto tem por objetivo a conservação da biodiversidade, o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, o estímulo ao ecoturismo e o compartilhamento dos recursos da região.

A região é rica em espécies raras, especialmente leopardos, cães selvagens africanos, rinocerontes e antílopes negros. Também é habitada por cerca de 250.000 elefantes.

fonte: Portal iG

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Prefeitura de Maracanaú lança concurso para 856 vagas



Salário-base varia de R$ 550,05 a R$ 2.948,66 por mês, dependendo do cargo. Inscrições estarão abertas até 9 de setembro de 2011

A Prefeitura de Maracanaú abriu concurso público para o preenchimento de 856 vagas em 77 diferentes cargos efetivos de nível fundamental, médio e superior, com salário-base que varia de R$ 550,05 a R$ 2.948,66 por mês. As inscrições estarão abertas de 1º de agosto a 9 de setembro de 2011, somente via internet, no  endereço eletrônico www.promunicipio.com. A taxa de inscrição é de R$ 80 para os cargos de níveis fundamental e médio e de R$ 140 para os de nível superior, podendo ser paga até 23 de setembro de 2011. O Edital 01\2011, de 29 de julho de 2011, que traz o regulamento do Concurso com as vagas, atribuições dos cargos, conteúdos programáticos, datas, recursos, pedidos de isenção da taxa de inscrição e outros detalhes, pode ser acessado no Portal da Prefeitura de Maracanaú – www.maracanau.ce.gov.br, por meio do link Concursos, e também no site www.promunicipio.com.  Também serão publicados nesses dois endereços eletrônicos os demais avisos, convocações e resultados, devendo o candidato estar atento aos prazos. O Concurso tem validade de dois anos, a partir da data de homologação, prorrogável por mais dois anos. Outras informações pelo telefone (85) 3224.8716, do Pró-Município, ou no Centro de Treinamento da Secretaria de Educação do Município, localizado no Sesi da Pajuçara, na Avenida Senador Virgílio Távora, 1103, no Distrito Industrial, em Maracanaú.  

VAGAS – Para os cargos de nível fundamental há oportunidades para Agente de Controle de Zoonoses (3) e Auxiliar de Saúde Bucal (10). Já para nível médio os cargos são de: Fiscal de Higiene (1); Agente Administrativo (50); Agente Fiscalizador de Trânsito e Transporte (5); Auxiliar de Farmácia (15); Auxiliar de Laboratório (6); Educador Social (8); Fiscal de Meio Ambiente (4); Fiscal de Urbanismo (1); Intérprete em Língua Brasileira de Sinais – Libras (15); Instrutor em Língua Brasileira de Sinais – Libras (15); Técnico de Meio Ambiente (5); Técnico em Prótese Dentária (3); Técnico em Saúde Bucal (5); Técnico em Enfermagem (40); Técnico em Edificações (2); Técnico em Laboratório (3); Técnico em Radiologia (5); e Secretário Escolar (60). Para cargos de nível superior as vagas estão assim distribuídas: Administrador (3); Advogado (4); Agrônomo (1); Arquiteto (2); Assistente Social (8); Auditor Fiscal de Controle Urbano (5); Biólogo (1); Bioquímico (2); Contador (1); Economista (1); Economista Doméstico (1); Educador Físico (1); Enfermeiro (5); Engenheiro Ambiental (1); Engenheiro de Alimentos (1); Engenheiro Civil (5); Engenheiro Eletricista (2); Farmacêutico (1); Fiscal Sanitário (4); Geógrafo (1); Geólogo (1);  Médico – em diversas especialidades (30); Médico Veterinário (1); Nutricionista (3); Psicólogo (7); Químico (1);  Sociólogo (1); Pedagogo (6);  e Professor em Educação Básica – em diversas habilitações (500).  Do total de 856 vagas, 5% serão destinadas às pessoas com deficiências físicas, conforme o Anexo III do Edital do Concurso e nos termos da Lei Municipal 1.684, de 3 de junho de 2011.

PROVAS - As provas para os cargos de nível fundamental e médio serão realizadas no dia 30 de outubro de 2011, compreendendo: a) Conhecimentos Básicos – 20 questões, sendo: 10 questões de Língua Portuguesa, 5 questões de Raciocínio Lógico,  5 questões de Conhecimento Gerais (atualidades); b) Conhecimentos Específicos – 30 questões. Já as provas para os cargos de nível superior acontecerão no dia 6 de novembro de 2011, compreendendo: a) Conhecimentos Básicos – 20 questões, sendo: 10 questões de Língua Portuguesa e 10 questões de Conhecimento Gerais (atualidades);  b) Conhecimentos Específicos – 30 questões.  Também haverá Prova de Títulos para as vagas de nível superior.

Baixe o edital:

Inscrições no site: http://www.promunicipio.com/

fonte: site Prefeitura de Maracanaú

Incêndio atinge área próxima a Parque Estadual em MG



Um incêndio de grandes proporções atinge uma área no bairro de Passárgada, em Nova Lima, cidade que fica a cerca de 23 quilômetros de Belo Horizonte. Segundo os bombeiros, 35 homens trabalhavam no local para controlar o fogo durante a tarde.

Até por volta das 15h, as equipes de combate não haviam conseguido controlar os focos do incêndio. A preocupação é que o fogo se espalhe atingindo o Parque Estadual da Serra do Rola Moça. Os bombeiros estimam em cerca de 50.000 m2 a área de vegetação nativa atingida até o início da tarde.

fonte: Marcela  Bourroul Gonsalves - Estadão

domingo, 14 de agosto de 2011

Supergene permite a borboleta da Amazônia se proteger das aves



Como uma borboleta da Amazônia pode imitar nas asas os desenhos de congêneres venenosas para se proteger de seus predadores? Este misterioso mimetismo acaba de ser desvendado por cientistas, graças à análise de um "supergene", destacou um estudo publicado esta sexta-feira, 12, na edição online da revista Nature.

Os desenhos complexos que a borboleta amazônica 'Heliconus numata' ostenta em suas asas permitem a ela imitar seis espécies de borboletas venenosas, de sabor amargo, desagradável para as aves.

As borboletas 'Heliconus' capazes de imitar suas congêneres venenosas ('Melineae') transmitem à suas descendentes esta proteção contra os predadores.

Mas, como todas as características necessárias são transmitidas?

O "supergene" situado em um único cromossomo compreende cerca de 30 genes que controlam, juntos, muitas características como a cor das asas, que são "herdadas em bloco" pela geração seguinte, explicou Mathieu Joron.

Dentro do "supergene", a ordem dos genes varia nas borboletas 'Heliconus' que ostentam desenhos diferentes. Alguns genes se encontram "de costas uns para os outros", o que "suprime o processo natural de recombinação" genética no âmbito da reprodução sexuada, afirmou.

Desta forma, "os genes se comportam como blocos colados", o que evita, segundo o pesquisador, a formação de formas intermediárias de borboletas que perderiam, assim, a vantagem do mimetismo.

A existência de grupos coordenados de genes que formam um supergene já era conhecida em outras espécies, como as flores primaveras ou na camuflagem de mariposas.

fonte: O POVO Online

Cruz Vermelha abre conta no Brasil para doações



O CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) anunciou a abertura de conta bancária para doações à crise de fome na Somália. “Recebemos muitas ligações de pessoas interessadas em ajudar, fazer doações, ir para lá como voluntárias”, disse Sandra Lefcovich, assessora de comunicação da organização.

Segundo ela, o CICV também recebe doações pelo seu site na internet, através de transferência com cartão de crédito para conta internacional da instituição, em Genebra, na Suíça. As doações recebidas deverão ser convertidas em compra e distribuição de alimentos para mitigar a situação de fome extrema que já atinge mais de 3 milhões de pessoas.

Segundo comunicado do CICV, com o avanço da crise na Somália, a instituição “aumentou sua operação de emergência nas regiões sul e central do país, onde apenas um pequeno número de organizações está presente no terreno”. “Para poder assistir mais 1,1 milhão de somalis que se encontram em uma situação desesperadora, o CICV precisa elevar seu orçamento operacional em mais 67 milhões de francos suíços (equivalente a R$ 130 milhões)”, explica a nota.

PARA DOAR NO BRASIL:

COMITÊ INTERNACIONAL DA CRUZ VERMELHA/CNPJ: 04.359.688/0001-51
Banco: HSBC
Agência: 1276
Conta Corrente: 01034-73

fonte: O POVO Online

ONU alerta para piora da crise

Cerca de 200 mil pessoas deixaram o país nos últimos dois meses, rumo aos países vizinhos Quênia e Etiópia (MUSTAFA ABDI/AFP


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A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou na semana passada que o pior da crise humanitária, gerada pela fome e seca na Somália, ainda está por vir. A organização solicitou à comunidade internacional um compromisso maior com a situação de emergência que atravessam milhões de pessoas. E informou que o número de refugiados deve aumentar dramaticamente nos próximos meses.

O representante da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) no Quênia alertou que a situação pode se tornar “simplesmente insuportável” nas próximas semanas, se somalis continuarem abandonando suas casas no sul e centro do país em busca de abrigo e alimentos. Cerca de 200 mil pessoas deixaram o país nos últimos dois meses, rumo aos países vizinhos Quênia e Etiópia. “A possibilidade é de que simplesmente todo mundo que mora nessas áreas deixe os locais, o que seria um desastre”, disse Luca Alinovi, acrescentando que os custos de transportes dobraram nos últimos meses - evidência de que há um aumento da demanda por saídas e retiradas de pessoas da região.

A fome afeta cerca de 12,4 milhões de pessoas na Somália, Djibuti, Etiópia e Quênia, segundo dados da FAO. A organização convocou reunião urgente em Roma para o dia 18 de agosto com o objetivo de buscar com ministros e especialistas soluções para a grave fome que assola o continente africano. “Ainda não vimos o pior da crise. Prevemos maior deterioração dos níveis de desnutrição aguda e mortalidade, assim como o aumento dos preços dos cereais e uma temporada de colheita com escassas chuvas”, afirmou a subsecretária do Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA), Catherine Bragg.

A diplomata compareceu ao Conselho de Segurança da ONU para informar os países-membros sobre a situação atual na Somália, onde já são cinco as zonas em que foi declarada crise de fome e 3,2 milhões de pessoas precisam de “ajuda imediata para sobreviverem”.

ENTENDA A NOTÍCIA

As intervenções sanitárias são tão importantes quanto organizar as provisões de alimentos, já que, com a chegada da temporada de chuva em outobro, aumentará o perigo de epidemias, devido à falta de água potável.

fonte: O POVO Online